Pássaro Verde - Gravura em metal: ponta seca - 1981 - 46x58cm -
Foto: Henri Stahl
Fernanda Távora *
Por Dentro da Biblioteca
Relacionamento Antigo
Premiada artista plástica doa mais 30 de suas gravuras para a Biblioteca Nacional
Através de gravuras de sois, galáxias, representações de países da América Latina e de estados brasileiros caminha o trabalho da experiente gravadora Heloisa Pires Ferreira. Hoje, esses elementos também compõem o acervo da Biblioteca Nacional: a artista, que trabalha a 40 ano com diferentes técnicas acaba de doar mais de 30 de suas obras para o setor de iconografia.
O relacionamento entre Heloisa, que já expôs no Museu Nacional de Belas Artes é antigo. Na década de 1990, alguns de seus trabalhos foram adquiridos pelo mesmo setor em uma exposição na Gravura Brasileira, Copacabana. Além disso, na mesma década, durante o período em que foi professora no Sesc da Tijuca, celeiro de novos artistas, e deu aulas na Escolinha de Arte do Brasil, ambas no Rio de Janeiro, as visitas de Heloisa na instituição eram frequentes.
¨Foi me organizando para uma exposição que selecionei as obra para a BN¨, explicou Heloisa sobre a mostra que está prevista para acontecer no meados do ano, em São Paulo. Sandra Hitner crítica da Associação Brasileira de Críticos de Arte, destaca que a aquisição das obras da artista só tem a acrescenta ao acervo da BN. ¨O papel de Heloisa Pires Ferreira é uma contribuição fundamental à gravura contemporânea brasileira. Ela ajudou a difundir a técnica entre jovens artistas, e seu trabalho é um registro do trajeto dessa arte no país¨, explica Sandra sobre a artista, que já recebeu a bolsa de estudos da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, e participou da organização e edição do livro Gravura Brasileira Hoje: depoimentos.
Entre as gravuras doadas estão representantes dos países como Honduras, Bolívia e Paraguai que são parte de uma narrativa sobre a América Latina feita pela artista, e que apresentam nuances de seu processo criativo. ¨Antes as doações feitas pela Heloisa eram mais pontuais, inclusive obra de outros artistas¨, lembra Léa Pereira da Cruz, chefe do setor de iconografia da Biblioteca Nacional.
As obras doadas para o setor passam por um pequeno processo de verificação para saber se o material está em bom estado de conservação e se não é um material duplicado, caso o artista já tenha feito doações anteriormente. ¨As obras tem que ser de um artista já consagrado, como é o caso de Heloisa¨, explica Léa.
O passo seguinte à catalogação é o acesso ao público. Logo as gravuras doadas por Heloisa estarão disponíveis em catálogo. ¨Estamos conversando com ela sobre a possibilidade de digitalizá-las e disponibilizá-las no site da biblioteca¨, conclui Léa.
*Fernanda Távora Revista de História da Biblioteca Nacional ano 9, n°103 abril 2014 pág. 89
Doa Gravuras à Biblioteca Nacional em 2014
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