domingo, 30 de dezembro de 2018

1977 - Dupla Individual no Palácio Forroupilha - RGS - Apresentação de Walmir Ayala - Divulgação no Correio do Povo: Critico de Arte Décio Presser, Folha da Tarde, Zero, Jornal do Brasil, Hora,



Palácio Farroupilha

Rio Grande do Sul

Imagem:  Foto Silvia Cordoba

Gravura: foto Henri Stahl

Dupla Individual: 

Heloisa Pires Ferreira 

e Osmar Fonseca

   Pena Azul - 1976 - 0,48x0,52 -       Gravura em metal:  águas tinta e forte

Foto: Henri Stahl

 

 

Inauguração:16/08/1977

até 60 de agosto



Ressurreição - Gravura em metal: ponta seca,águas tinta e forte 0,32x0,36    Foto: Henri Stahl

Walmir Ayala *

 ...Li uma vez uma teoria sobre o desenho, situada na Lenda do Minotauro, mais explicitamente na área simbólica do labirinto, uma explicação para a natureza do desenho.   A direção concêntrica do caminho que pode conduzir ao abismo, deve ser o sentido mais profundo que ilumina o desenhista, no correr do traço pelo qual transfere ao espaço sua meditação genesíaca da forma.  Figura ou abstração, geometria ou informalismo, a sabedoria do desenho repousa neste mistério que não se decifra ao primeiro olhar, nem ao primeiro gesto, que não tem nada a ver com a matéria plástica, mas com a consciência gráfica.  A atração pelo labirinto está também na raiz do desenho obsessivo, na minúcia elaborada, no pontilhismo, mesmo no traço espontâneo que sempre obedece à inclinação das curvas.  Desta técnica de concentração e destreza surge uma possível cosmovisão, tão empenhada em sondar os laboratórios íntimos da matéria, o universo celular, como a definição da linha do horizonte.
                 Na obra de Heloisa Pires Ferreira, da difícil técnica da gravura em metal, a obsessão do labirinto é mais consciente e dramática.  As formas tendem para o centro, as figuras tentam romper a lei do labirinto. Há redes e tramas interceptando a liberdade.  As imagens parecem buscar a plenitude da liberdade, são fábulas de estágios desta ação de recriar uma realidade própria.  A imagem de um pássaro parece lutar com a sua própria sombra, que anseia o túnel e o abismo.   Noutra imagem um pássaro parece pousar num planeta em chamas, sem se consumir.  A vida está envolvido num conflito de afirmação e negatividade, com vitórias evidente da abertura para um espaço respirável.  Tudo isto vazado em técnica amadurecida e sem maiores marcas de influências.

*Walmir Ayala - Poeta e Crítico de Arte. Apresentação da exposição Individual: Vestíbulo Nobre do Palácio Farroupilha, Porto Alegre, RGS – agosto de 1977.
 
 Pavãozinho II - Gravura em metal: ponta seca, águas tinta e forte- 1976 0,47 x0,54 
 Foto:Henri Stahl                                                                Zeferino P. Freitas Fagundes *

         A gravura em sua finesse e sofisticação ganha nas mãos de Heloisa Pires Ferreira a nota de humanidade faltante aos gravadores assépticos, esquálidos e “concretos”.  Embora não absolutamente novos para nós as suas propostas, senão em uma ou outra particularidade, aliás não desprezível, o seu trabalho tem a imprescindível aura de emoção que obviamente caracteriza – inobitante os ditos em contrário – a Arte. E isso não é só quando se ocupa, HPF, de pássaros, ou quando redimenciona, gravuramente a beleza, dir-se-ia matemática de vegetais, alguns dos quais (“espargos”), nos são tão caros desde a infância: o mesmo ocorre ao refugir, HPF do figurativo. Há demais disso em seu gravar, não só o substrato, mais ou menos curial, de busca de explicação das origens, , condições e circunstâncias mais íntimas e mais gerais de ser – seu, e do mundo – mas uma irmã, e subconsciente simbologia, que reforça o interesse interpretativo e cultural do seu trabalho.

*Zeferino P F Fagundes, crítico de arte. Jornal: “Correio do Povo”, 1977, pág 15. Palácio Farroupilha, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
 
                                                                                                                                                           

Pena Ferrugem 1977

Gravura em metal: águas tinta e forte

48 x 52 cm 

Foto: Henri Stahl 

 


 Divulgação no Correio do Povo

    


Zero Hora divulga a exposição no Palácio Farroupilha

 


 Luis Carlos Lisboa comenta a exposição no Jornal Zero Hora

 


 

Correio do Povo divulga: Dois Artista na Assembleia




    Correio do Povo de agosto

                Décio Presser*

[...] Ainda recentemente a Oficina de Gravura do Ingá recebeu da Fundação Gulbenkian, como reconhecimento do mérito dos processos técnicos e didáticos que vem desenvolvendo, uma bolsa de aperfeiçoamento em Lisboa, da qual foi indicada Heloisa Pires Ferreira, a que realizou uma exposição em Porto Alegre em 1977.

[...] Além, de Heloisa  Pires Ferreira premiada com uma bolsa no exterior no decorrer de 78, outros professores e alunos da Oficina de Gravura do Ingá apareceram em destaques em 1978.

   *Décio Presser – Correio do Povo, página 13 - setembro, 1978, Rio Grande do Sul 

   

 

            Jornal do Brasil 

         divulgação de 

           Roberto Pontual

 

 

 

 

 

Zeferino P. Freitas Fagundes 

  

      A gravura em sua finesse e sofisticação ganha nas mãos de Heloisa Pires Ferreira a nota de humanidade faltante aos gravadores assépticos, esquálidos e “concretos”.  Embora não absolutamente novos para nós as suas propostas, senão em uma ou outra particularidade, aliás não desprezível, o seu trabalho tem a imprescindível aura de emoção que obviamente caracteriza – inobitante os ditos em contrário – a Arte. E isso não é só quando se ocupa, HPF, de pássaros, ou quando redimenciona, gravuramente a beleza, dir-se-ia matemática de vegetais, alguns dos quais (“espargos”), nos são tão caros desde a infância: o mesmo ocorre ao refugir, HPF do figurativo. Há demais disso em seu gravar, não só o substrato, mais ou menos curial, de busca de explicação das origens, , condições e circunstâncias mais íntimas e mais gerais de ser – seu, e do mundo – mas uma irmã, e subconsciente simbologia, que reforça o interesse interpretativo e cultural do seu trabalho.
  * Zeferino P F Fagundes, crítico de arte. Jornal“Correio do Povo”, 1977, pág 15.  Palácio Farroupilha, Porto Alegre, Rio Grande do Sul. 

 


 
 Jornal ZeroHora
Luiz Carlos Lisboa 
divulga a
exposição no
Palácio Farroupilha
Dupla Individual
Heloisa Pires Ferreira e 
Osmar Fonseca  
 

 

sábado, 1 de dezembro de 2018

1976 - Galeria de Arte Divulgação e Pesquisa - Apresentaçãode Anna letycia - Exposição coletiva - divulgação: Jornal do Brasil - Roberto Pontual - Crítico de Arte


  Pavãozinho II  -  Gravura em metal: Águas tinta e forte - 1976  - 0,49x0,62 

foto: Henri Stahl   



  Anna Letycia entrevista os gravadores para organizar a    

                  apresentação


Pavãozinho I - Gravura em metal: ponta seca, águas tinta e forte - 1976

                           0,47x0,54 -                                           Foto: Henri Stahl











Sem Título  -  Gravura em metal: Águas tinta e forte - 19764

0,29 x 0,38           Foto: Henri Stahl

 
 

                                                                

                            
Roberto Pontual no Jornal do Brasil - Caderno B pág 2 divulga a exposição na Galeria Divulgação e pesquisa em 1976.                                                                                                                                                     Anna Letycia*

          A apresentação  sairia de uma conversa informal, da qual se extrairiam trechos de cada um sobre se próprio trabalho, em que um dissesse o essencial para uma conversa ao público.  Foi, de fato, uma conversa bastante longa.  Aloísio Magalhães, Solange e eu ficamos solicitando informações e fazendo comentários que pudessem completar o quadro.  Dessa conversa alinho trechos que me parecem os mais referentes.

          ”Eu quero mesmo é saber o que se passa dentro de mim, mil coisas que não sei e esse vasto território que a gente tem e do qual usa uma área tão mínima. Tenho necessidade de mergulhar, sabe? Não sei se isso se percebe nos meus trabalhos.  Eu nunca falo nisso” . Vida-Morte-Suícida, três trabalhos e Heloisa, de pássaros no espaço..  Sempre o pássaro.  Mas não vejo o pássaro neste.  “É o olho da pena de pavão. O mundo gira de tal forma que você deixa de ser pássaro, pavão ou o que for vira detalhe, perde o seu todo”. Heloisa Pires Ferreira começou seu trabalho de gravura na Escolinha de Arte do Brasil, onde os quatro se conheceram e trabalham. Experimentou primeiro a xilogravura com Altino, técnica que não lhe eu o resultado desejado. Foi então para a gravura em metal com Marília Rodrigues.  “Uma das razões deu fazer gravura em metal é a possibilidade de usar a força na execução da gravura, junto com essa coisa muito delicada e sensível que é o resultado final da impressão. A força do ácido nítrico me fascina.  Antes eu pintava e desenhava, mas sempre um trabalho muito solitário.  Há momentos em que o mundo me traga, sabe? As pessoas em termos de aglomeração , de tumulto, todas essas coisas estereotipadas que existem no mundo, muitas vezes me sufocam, a tal ponto que eu sinto como se fosse um gigante olho, sabe?”  A cor no trabalho de Heloisa é essencial para a criação da atmosfera que deseja nos seus espaços perdidos.  Trabalha muito na técnica do verniz mole e da água tinta. A gravura é feita com várias chapas e superposições.  Um acaso de circunstância determinou o encontro dos quatro e a exposição e agora, simpatia, empatia....”

                                                    *Anna Letycia, gravadora, apresenta

a                                                        Heloisa Pires Ferreira, na exposição coletiva:                                      “Gravuras de 4”, na Galeria de Arte Divulgação                                           Pesquisa, no Rio de Janeiro, dezembro de 1976.



Pássaros Azuis - Gravura em metal: águas tinta e forte - 1976 - 0,70x0,54

Foto:Henri Stahl

1978 - Gravura Brasileira Hoje: Dezeseis Novos Gravadores - Museu Nacional de Belas Artes


Pena Ferrugem, 1977 - Gravura em metal; águas tinta e forte - 0,48x0,52

Osmar Fonseca *

 

          “Dar forma” para Heloisa foi sempre um processo onde o método, o objeto e o autor formam um todo indivisível.  O objeto não sendo representação diante do outro, “um estudo aqui”, mas “um sendo”.  Ela começou seu trabalho através da pintura e do desenho, abstrações onde a investigação do espaço interior (exterior?) delineia a possibilidade de nomear o desconhecido. Para a percepção e compreensão de seus trabalhos até hoje é necessário outra forma e espaço. Não falo de problemas de composição gráfica, nem de formas, ou que formas em determinados espaços, mas a necessidade vital de criação de espaço.

Vejo três etapas na evolução de seus trabalhos; investigação, conquista e estabelecimento.  Desta última são os trabalhos apresentados nesta mostra.  Nada me fazia prever a chegada em tal lugar, o espaço estabelecido é outro que o esperado, ele é estendido ao máximo de sua amplidão.  Nada mais voa sob e sobre imprecisos ventos.  O que ela chama sonho é o real no exato momento em que a terra surge e Heloisa pousa os pés no chão.

 *Osmar Fonseca, desenhista, e pintor apresenta a exposição: “Gravura Carioca hoje: dezesseis novos gravadores”, Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, 1978.

Noite - 1976 - Gravura em metal: águas tinta e forte - 0,56 x 0,37 Foto Henri Stahl

Encontro no Repouso - 1978 - Gravura em metal: águas tinta e forte - 0,39x0,39 - Foto Henri Stahl

Isolado na Esperança - 1978 - Gravura em metal: águas tinta e forte - 0,39x0,59  - Foto: Henri Stahl


 

?